Anacardium orientale

Anacardium orientale na homeopatia

Dualidade e incoerência, fragmentação e antagonismo consigo mesmo; sensação de rolhas nos orifícios

Muito conhecido pelos sintomas mentais peculiares e extremados. Perda de memória. Sensação de dualidade e irrealidade, perversões, blasfemo, cruel, suas sensações de se romper, de amarrar, de tampar, seus medos e ilusões.

A criança de Anacardium é ora terna, ora terrível, vive como se de um lado houvesse um anjinho e do outro o capeta. É um impulsivo que precisa ser bem observado porque há impulsos contraditórios de fazer direito e fazer errado. Ri de coisas sérias e fica sério diante de coisas engraçadas. Tem um desejo irresistível de maldizer e praguejar. Caminhando, sente que alguém o segue, suspeita de tudo ao seu redor. Está separado de todo o mundo, não tem confiança em si mesmo, desespera-se de ser capaz de fazer o que é exigido dele. Todos os sentidos diminuídos. As lembranças somente surgem posteriormente ao momento que precisava delas. Há um demônio em seu ouvido lhe sussurrando blasfêmias. Sensação de que tudo o que é percebido não é real. Pensa que é duplo. Pensa que a mente e o corpo estão separados, que um estranho está ao seu lado, que formas estranhas o acompanham, que alguém está na cama com ele. Seu marido não é o seu marido. Acaricia esposa e filhos e depois os rechaça. Sensação de dualidade. Seu filho não é o seu filho. Grita alto, amaldiçoa, pensa que ele é o próprio demônio. Contradição entre a razão e a vontade. Há duas vontades: uma comandando que faça o que a outra proíbe. Leva tudo pelo lado ruim e torna-se violento. Sempre se arrepende de seus acessos de cólera, mas sempre os repete. Fica imaginando o que pode fazer para desagradar ou ferir as pessoas que ele respeita e ama. Um infeliz digno de compaixão. É um deprimido desmemoriado, irritável, maldoso, agressivo, violento e grosseiro que está constantemente entre o desejo e a obrigação, possuindo um ego fraco é incapaz de decidir. É mesmo capaz de uma extraordinária violência. Um lado quer matar, o outro lhe diz de ser benevolente. Os objetos parecem estar longe demais. Todos os sintomas desaparecem ao se alimentar retornando mais tarde, frequentemente duas horas mais tarde. Está sempre leve e feliz após uma refeição. Este franco melhorar comendo é muito importante para o diagnóstico. Num momento vê algo e entende, noutro momento não consegue entendê-lo. Todos os sentimentos morais foram tirados dele. O antagonismo consigo mesmo é um dos pontos importantes deste remédio. Podemos dizer que Anacardium atua eliminando as inibições, descendo o umbral entre o consciente e o inconsciente, e diminuindo a moral. Ele acredita ser perseguido o que o torna bastante ansioso, mas o mais peculiar é a sua luta entre o certo e errado. Não sabe onde acabou de colocar um objeto. As idéias desaparecem quando quer expressar.

Tudo melhora ao se alimentar. A dor de cabeça melhora completamente se alimentando.

Pior pelo movimento e pelo trabalho. Pior pelo frio e pelas correntes de ar. Melhor pelo calor.

Dores de cabeça ligadas ao estômago e ao sistema nervoso. Pressão entorpecedora, como por uma tampa, uma rolha no vértice esquerdo.

Visão indistinta. Gosto insípido na boca.

Dor ao redor do umbigo como de uma tampa grossa apertasse os intestinos. Desejo premente de evacuar que passa sem evacuar. O reto não tem força, é como se estivesse tampado.

Pressão entorpecedora como por uma tampa do lado direito do peito.

Cãibras na panturrilha ao andar como se uma cinta apertada estivesse ao redor da parte afetada.

A dor de estômago só melhora comendo.

Elimina sêmen ou liquido prostático ao tentar evacuar. Prurido voluptuoso nos testículos. Não tem orgasmo. Febre às 16 horas melhora comendo. Pústulas no corpo e no rosto.

Deseja leite. Muita secura nas mãos.

Complementares: Platina o segue bem e é bem seguido. Segue bem a Lycopodim e Pulsatilla

Índice alfabético dos Remédios Pequenos

anacardium orientale na homeopatia

Autora: Vivian K. L. Kowalczuk Meunier – Médica (UFPR)
Especialização em Homeopatia – AMHPR
Reconhecimento profissional: CFM · AMB · AMHB
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