Apresentação homeopatia remédios pequenos
Introdução
Bom dia a todos. Tenho o prazer de vos apresentar este blog, o qual é ligado a dois livros. A Homeopatia é realmente maravilhosa, é capaz de atingir doenças quase como se fosse um milagre, mas não é fácil chegar lá. Não porque o remédio em si seja lento porque não é o caso. Mas sim pela dificuldade em conhecer tão bem o paciente e igualmente os medicamentos.
A lei da semelhança e a anamnese
O princípio básico da Homeopatia é a lei da semelhança: similia similibus curantur, o semelhante cura o semelhante. Então, evidentemente que não poderemos conhecer o paciente tão profundamente nas primeiras consultas. Além disso, a boa anamnese consiste em deixar o paciente se exprimir evitando perguntas, e sobretudo as perguntas cuja resposta é sim ou não, ou uma alternativa entre duas ou três.
Tendo os sintomas espontaneamente relatados, teremos menor chance de ter utilizado um sintoma que não procede. Encontrar o bom medicamento, aquele que vai atingir a totalidade do paciente no mais profundo do seu ser, só vai acontecer depois de muita conversa com o paciente de muito estudo dos medicamentos.
Felizmente temos o repertório que nos guia, mas para isto precisamos dos bons sintomas, e então vamos às Matérias médicas. Mas isto não impede que marchemos com nosso paciente para a cura, com melhorias já no início do tratamento.
Os Remédios Pequenos
Eu comecei a perceber que nas doenças agudas os sintomas que tínhamos em mãos sobre o quadro, nos levavam mais frequentemente em sua totalidade a um remédio pequeno. O mesmo ocorria nas primeiras consultas, aquela fase onde temos ainda poucos sintomas.
Depois o caso ía se abrindo, seja pela ação do remédio pequeno, seja pela confiança que o paciente adquiria na gente, seja simplesmente porque as horas de conversa iam se somando e os sintomas raros, estranhos e peculiares começavam a aparecer, e na minha opinião pela soma dos três.
Eu costumo pensar que esta emocionante pesquisa é como uma caça ao tesouro, mas não podemos esquecer que atrás desta caça está um ser humano que sofre e ao qual queremos ajudar o mais brevemente possível.
Trinta anos de estudos
E por esta razão, há agora mais de trinta anos, eu compilei estudos dos remédios pequenos em cadernos, e eles muito me serviram. Tenho agora um pouco de tempo e resolvi digitaliza-los para compartilhar estes conhecimentos.
Na época eu utilizei todas as Matérias Médicas disponíveis, como vocês podem ver nas referências bibliográficas. O senhor que vendia os livros de Homeopatia em Curitiba me adorava, porque pouco a pouco, eu comprei todos as obras que ele vendia.
E então, para os policrestos eu tinha tudo o que eu precisava, mas sobre os remédios pequenos, nem tanto. Além disso, a maioria estava em castelhano, e embora desse para entender, às vezes a gente entendia mal.
A indicação principal
Outra coisa que percebi, é que com frequência o remédio se repetia para a mesma doença, principalmente as agudas. E isto me levou a um novo estudo, o de uma indicação principal, um pouco como quando elaboramos o que chamamos de gênio epidêmico.
Foi um longo estudo, e que me fez perceber algo de muito interessante: dois remédios homeopáticos nunca são iguais e nunca cobrem exatamente o mesmo quadro.
Evidentemente não é como um protocolo alopático, esta indicação principal poderá nos ajudar, se verificarmos que os sintomas do paciente são compatíveis.
A experimentação e a dinamização
Percebemos que a Homeopatia funciona bem, mas apenas quando todas as leis são respeitadas: remédio semelhante, remédio único, a experimentação no homem são, e a utilização de doses infinitesimais.
Sobre a experimentação no homem sadio, é ela que nos permite ver a ação do medicamento no homem, inclusive os mentais. A isto, nas matérias médicas acrescemos os sintomas que foram curados por um determinado remédio. Notamos nos remédios pequenos, que estes sintomas curados aparecem bastante.
A dinamização nos traz fatos interessantes. A mesma substância usada em molécula, ou a mesma planta em chá ou cápsulas tem ação diferente da substância dinamizada. Isto faz diferir sua utilização em homeopatia em relação a alopatia ou a fitoterapia.
E é o que vai permitir agir sobre a poderosa força vital, que domina a matéria e a estrutura molecular, em vez de agir na química pura do organismo. E é agindo sobre esta força que é dominante que vamos curar.
Precisamos conhece-la bem e o esforço vai nos recompensar, a nós, e ao nosso paciente.
As avaliações prognósticas
Há também que conhecer e aplicar as avaliações prognósticas de Kent, que nos permitirá saber se o paciente é curável e estamos no bom caminho, ou se há restrições ou até necessidade de antidotar.
Com base em tudo isto, podemos perceber que para o bom resultado precisamos de alguém que seja médico formado, que depois se especialize em Homeopatia, e que siga o que aprendeu no curso na íntegra, com seriedade, competência e boa vontade.
Dedicamos esta obra a estes profissionais com os votos de muito sucesso nesta empreitada.
O projeto editorial
Procuramos fazê-la a mais agradável possível, e para isto conto com meu marido, Daniel Meunier, que executa o design editorial, e creio que ele está fazendo um excelente trabalho.
Este blog anuncia os dois livros que estão em andamento. O primeiro trata dos remédios Pequenos e o segundo dos Semi-policrestos.